14 de dez de 2015

Homem se recusa a levantar para leitura da Bíblia e é expulso da Câmara de Piracicaba


REGAÇO NACIONAL:
O Brasil é uma vergonha até nisso! Este é o país laico e religioso.

O funcionário do Ministério Público em Piracicaba (SP), Regis Montero, foi expulso do plenário da Câmara na noite desta segunda-feira (29) por não ficar em pé durante a leitura de um trecho da Bíblia. A sessão chegou a ser interrompida pelo presidente do Legislativo João Manuel dos Santos (PTB) para a retirada do servidor, que foi levado pelo braço por um policial militar e por um guarda municipal. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considera o ato inconstitucional.
Em imagens disponibilizadas no site da Câmara, o vereador André Bandeira (PSDB) começa a leitura da Bíblia quando foi interrompido pelo presidente da Casa. Santos pediu que o servidor que estava sentado ficasse em pé durante o ato ou que se retirasse. Após uma discussão, o manifestante foi expulso à força do prédio.
O presidente da Câmara afirmou que apenas cumpriu o Regimento Interno da Casa. Ele nega que o ato de retirar o servidor tenha sido inconstitucional. Já o diretor jurídico do Legislativo de Piracicaba, Robson Soares, disse que Montero fazia ‘baderna’ e que ‘tumultuava’ a sessão naquele dia. “O ato da leitura bíblica está no artigo n° 121 do Regimento Interno. É algo presente nas sessões desde a criação do Legislativo piracicabano. Não obrigamos ninguém a acompanhar a leitura, mas que essa pessoa respeite as regras da Casa ou que se retire”, afirmou Soares.

Desrespeito de vereador 
Ainda segundo o diretor jurídico, o homem desrespeitou os funcionários, os vereadores e os policiais durante a discussão. “Não é a questão constitucional que está em pauta, mas o desrespeito do homem com quem estava lá tentando trabalhar”, disse o funcionário.
Segundo uma pessoa presente no plenário durante a confusão, e que pediu para não ser identificada, o movimento ‘Reaja Piracicaba’, que tem feito várias manifestações recentemente, está sendo responsabilizado pelos parlamentares pelo ocorrido na segunda-feira. “Já não basta o desrespeito do próprio vereador Trevisan Junior (PR) quando fala olhando para o plenário. Segundo o mesmo Regimento, quem utiliza a tribuna deve falar ao presidente”, afirmou.

Medida exagerada

O presidente da OAB de Piracicaba, Odinei Assarisse, afirmou que o acontecido na Câmara desafia o que está na Constituição Federal. “Acredito que é inconstitucional, pois o estado brasileiro é laico. Ninguém pode ser impedido de acompanhar a sessão na Câmara por não ser católico“, pontuou o advogado.
Ainda segundo Assarisse, a expulsão do homem foi uma ‘medida exagerada’ por parte dos vereadores. O presidente da OAB de Piracicaba também disse que cabe uma medida judicial por parte do homem retirado do prédio do Legislativo. ”Se o servidor se sentiu ofendido, cabe a ele tomar as atitudes necessárias. Não vejo motivo para a retirada dessa pessoa do plenário. Foi um exagero”, disse.

Posição da GM e da PM

A Guarda Municipal e a Polícia Militar de Piracicaba, por meio das respectivas assessorias de imprensa, afirmaram que apenas ‘cumpriam ordens’ do presidente da Câmara.

Posição do sevidor público

Montero informou que não descarta acionar a Câmara juridicamente pelo ato. “Já estive outras vezes no Legislativo e isso nunca havia acontecido”, afirmou. Ele disse também não lembrar se havia ficado sentado nas sessões durante leitura da Bíblia em outras ocasiões. O servidor disse que faz parte do Movimento Reaja Piracicaba se for considerado que ele é contra o aumento do salário dos vereadores.
Jornal de Piraricaba e Agência Globo

Assista o vídeo em: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/jornal-da-eptv/videos/v/homem-se-recusa-a-levantar-para-leitura-da-biblia-e-e-expulso-da-camara-de-piracicaba/2215926/
Pessoal mais um regaço nacional.

24 de jul de 2015

Tenho que admitir esse Jesus é o cara!

http://img1.blogblog.com/img/icon18_wrench_allbkg.pngOlharão para aquele a quem transpassaram... Jesus?

Olharão para aquele a quem transpassaram...
Zacarias 12:10

Em Zacarias 12:10 o tradutor leva a crer que o texto se refere a determinada pessoa (Jesus, de Nazaré), e se a pessoa der atenção ao sistema de pontuação semítico, perceberá que trata-se de algo como uma guerra entre irmãos, sendo a tradução ali errônea e indutora de erros. O uso particionado das escrituras não é novo, mas neste
caso em específico a fraude é muito gritante pois, o profeta deixa bem claro ao dizer que a profecia trata de Israel (o povo judeu) quando diz: "palavra do Eterno acerca de Israel..." Mesmo rabinos do passado, como Rabi Abraham ibn-'Ezrá, que vivera no meridiano espanhol no princípio do segundo milênio da era comum ocidental, optara por escrever sua exegese neste verso utilizando o sistema chamado "derach", ou seja, não literal.

Para comparar as traduções os trechos em negrito são de uma tradução não hebraica da bíblia e os versos em texto normal tem origem em uma tradução hebraica.

1 A palavra do Senhor acerca de Israel: Fala o Senhor, o que estendeu o céu, e que lançou os alicerces da terra e que formou o espírito do homem dentro dele.

Profecia da palavra do Eterno acerca de Israel: Diz o Eterno, que estendeu os céus, estabeleceu os fundamentos da terra e forjou no homem seu espírito:

2 Eis que eu farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém.

Eis que tornarei Jerusalém uma taça de veneno para todos os povos em sua volta; também Judá participará de todo cerco a Jerusalém. e também para Judá. Na tradução de Almeida não fica claro o fato que "Judá participará de todo cerco a Jerusalém..."

3 Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem, serão gravemente feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra.

E naquele dia farei com que Jerusalém se torne uma carga pesada sobre todos os povos, que lacerará os que a carregarem; e todas as nações da terra se unirão contra ela.

4 Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos, e de loucura os que montam neles. Mas sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos, e ferirei de cegueira todos os cavalos dos povos.

Naquele dia - diz o Eterno - farei como que se confundam todos os cavalos e enlouqueçam seus cavaleiros; voltarei Meus olhos para a Casa de Judá, e ferirei com cegueira as montarias dos povos.

5 Então os chefes de Judá dirão no seu coração: Os habitantes de Jerusalém são a minha força no Senhor dos exércitos, seu Deus.

E os príncipes de Judá murmurarão em seus corações: 'Os moradores de Jerusalém são a fonte de Minha força, devido ao Eterno dos Exércitos, seu D'us.

6 Naquele dia porei os chefes de Judá como um braseiro ardente no meio de lenha, e como um facho entre gavelas; e eles devorarão à direita e à esquerda a todos os povos em redor; e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém

Naquele dia, farei com que os príncipes de Judá sejam como um braseiro em meio à lenha, e como uma tocha de fogo entre palhas; devorarão, à direita e à esquerda, todos os povos a seu redor, e Jerusalém será novamente estabelecida e habitada no lugar onde sempre esteve: em Jerusalém

7 Também o Senhor salvará primeiro as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não se engrandeçam sobre Judá

E o Eterno salvará primeiro as tendas de Judá, para que a glória da Casa de David e dos habitantes de Jerusalém não seja elevada acima da de Judá

8 Naquele dia o Senhor defenderá os habitantes de Jerusalém, de sorte que o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles.

Naquele dia, o Eterno protegerá os moradores de Jerusalém, e mesmo o cambaleante entre eles será tão forte como David; e a Casa de David estará à sua frente como um ser divino, como o anjo do Eterno

9 E naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém.

Naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém...

10 Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito. ...

E derramarei sobre a Casa de Davi e sobre os moradores de Jerusalém o espírito da graça e das súplicas, e olharão para Mim por causa daqueles que foram traspassados e gemerão como se fosse pela morte de seu filho único, e sofrerão como quem sofre por seu primogênito

Equívocos no Versículo 10

Na tradução cristã o texto do versículo nove (12:9) termina nele mesmo (veja acima)
como se ali fosse o fim do 'pensamento' do profeta, induzindo o leitor que o versículo seguinte, dez, (12:10) trata de um novo assunto, totalmente desvinculado do versículo anterior (12:9). E não é isso que acontece pois, além de já saber que a divisão capitular não judaica induz este tipo de erro, o tradutor colaborou ao efetuar uma finalização de frase que não existe no original.

Enquanto os falsos judeus de seitas evangélicas direcionadas em converter judeus ao cristianismo lêem este versículo assim, separando contextos:
"Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito."

No judaísmo se lê assim:

" Naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém, e derramarei sobre a Casa de Davi e sobre os moradores de Jerusalém o espírito da graça e das súplicas, e olharão para Mim por causa daqueles que foram traspassados e gemerão como se fosse pela morte de seu filho único, e sofrerão como quem sofre por seu primogênito".

Ficou claro que não se fala de uma pessoa?

a quem traspassaram A tradução de Almeida aqui leva o leitor a acreditar que se fala de Jesus, porém, como já vimos acima, não é bem isso, trata-se de uma grosseria visto que a partícula "ET" aqui tem o sentido de "com", não é acusativo, a exemplo de Gênesis 37:2. A diferença na tradução: "...e olharão para aquele a quem traspassaram..." - cristã, iduzindo que se fala de Jesus, e no singular. "e olharão para Mim por causa daqueles que foram traspassados" - a hebraica, dentro do contexto e no plural olharão para mim juntamente com aqueles a quem traspassaram... Trata-se na verdade de uma guerra civil entre os israelitas da época em que todas as naçoes buscaram tomar do povo de Israel o direito a Jerusalém. Veja no início do capítulo como agirá parte dos judeus.

Em nossos dias atuais muitos judeus agem, infelizmente ainda da mesma forma. 11 Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megidom. Naquele dia haverá um luto fechado em Jerusalém, como o luto de Hadadrimon no vale de Meguidon. Naquele dia... Está claro que esta profecia é para nossos dias, posto que jamais os não judeus se ocuparam tanto de internacionalizar Jerusalém, ou de colocá-la em poder dos árabes, como agora. Tampouco os judeus estiveram tão divididos entre si com respeito a sua própria terra.

12 E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte; E a terra se lamentará, cada família à parte: a família da Casa de David e suas mulheres; a família da Casa de Natan e suas mulheres; cada família à parte É interessante notar que aqui o profeta alude exatamente a famílias específicas, que são famílias que mantém tradição de sua origem, como ambas as parte dos filhos de David (Família Natan, entre os sefarditas, e outras que não procedem de Natan, senão dos Exilarcas), e parte dos Levitas (a maioria dos Coatitas sabem de suas fontes e os que não são geralmente provém de Simei) suas mulheres a parte As mulheres provêm de origem diversificada, o que inclui o povo todo em origens, e mesmo convertidos. Em suma, todos prantearão. 13... a família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte; ...a família da Casa de Levi e suas mulheres; a família de Shimí e suas mulheres. 14 ...todas as mais famílias, cada família à parte, e suas mulheres à parte. Assim todas as família que ficarem: cada família à parte, e suas mulheres à parte.


Notas: Profeta Zacarias Capítulo 12, Profeta Zechariá (Zechariah)

-Capítulo 12:

-Em negrito, A Bíblia Sagrada, versão da Imprensa Bíblica Brasileira, baseada na tradução de João Ferreira de Almeida

-Texto normal, Bíblia Hebraica, por David Gorodovits e Jairo Fridlin, baseada no Hebraico e à luz do Talmud e das Fontes Judaicas . 

Jesus em breve voltará?


A grande promessa para os cristãos é a de que Jesus voltaria, depois de ter sido executado como um criminoso comum. Examinando a Bíblia, essa promessa é ratificadas várias e várias e várias vezes. O retorno de Jesus deveria ocorrer de imediato. Ou não? Já se passaram quase 2000 anos, desde que ele foi pregado no pau e posto pra secar que nem roupa velha.

Senhoras e senhores, nos acompanhe para mais uma mentira descarada do Novo Testamento!

1. JESUS ESTABELECE O PRAZO PARA SUA VOLTA:

Mateus 24:34 — “Em verdade vos digo que NÃO PASSARÁ esta GERAÇÃO sem que TODAS essas coisas se cumpram.” Ver Também em Marcos 13:30: Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.
E Lucas 21:32: Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
Mateus 24:34 em outra tradução: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS.”.Isto mostra que a palavra “geração” na passagem tem seu sentido usual, que naturalmente ocorre ao leitor em uma primeira leitura do texto:.O conjunto das pessoas cujos tempos de vida de sobrepõem em uma determinada época, confirmando o prazo de meados do século II para a volta de Jesus.

Mateus 10:23: “Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que NÃO ACABAREIS DE PERCORRER AS cidades DE ISRAEL SEM QUE VENHA O FILHO DO HOMEM.”.
Embora esta passagem não cite o prazo de uma geração, é perfeitamente condizente com ela. UMA GERAÇÃO seria tempo suficiente para que a “boa nova” de Jesus fosse anunciada em MENOS DA TOTALIDADE das cidades de Israel. É até inconcebível que TODAS as cidades de Israel já não tenham ATÉ HOJE sido visitadas por cristãos pregando o evangelho!

2. O PRAZO É CONFIRMADO:

Mateus 16:27 e 28: — “Porque o Filho do homem há de VIR NA GLÓRIA de seu Pai, com os seus anjos; E ENTÃO RETRIBUIRÁ a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo, alguns DOS QUE AQUI ESTÃO NÃO PROVARÃO A MORTE ATÉ QUE VEJAM VIR O FILHO DO HOMEM no seu REINO.” Ver Também em Marcos 8:38 a 9:1: Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos. Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder.e Lucas 9:26 a 27: Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. E em verdade vos digo que, dos que aqui estão alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus.


3. TAMBÉM CAIFÁS DEVERIA PRESENCIAR A VINDA DE JESUS:

Mateus 26:64: Respondeu-lhe Jesus: “É como disseste; contudo vos digo que VEREIS EM BREVE o Filho do homem assentado à direita do Poder, e VINDO SOBRE AS NUVENS do céu.” Ver Também em Marcos 14:62: E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.Nada disso aconteceu. Aconteceu?

4. OS PRIMEIROS CRISTÃOS ACREDITAVAM QUE PRESENCIARIAM O ADVENTO:
1 Coríntios 15:51 á 52 — “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, NEM TODOS DORMIREMOS, MAS TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e OS MORTOS RESSUSCITARÃO incorruptíveis, e nós seremos transformados.”
Paulo se inclui entre os que irão testemunhar a vinda de Jesus. Note o seu uso do pronome “nós”:

1 Tessalonicenses 4:14 á 15 — Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que NÓS, OS QUE FICARMOS VIVOS para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 
5. OS ROMANOS QUE MATARAM JESUS PRESENCIARIAM SUA VOLTA:
Apocalipse 1:7: — Eis que vem com as nuvens, e TODO O OLHO O VERÁ, ATÉ OS MESMOS QUE O TRASPASSARAM; [...]
6. PRIMEIROS CRISTÃOS ACREDITAVAM QUE JÁ VIVIAM OS “ULTIMOS TEMPOS”:
1 Coríntios 10:11: — Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso NOSSO, PARA QUEM JÁ SÃO CHEGADOS OS FINS DOS SÉCULOS.
Hebreus 9:26 :— [...] MAS AGORA NA CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

Hebreus 10:25: — Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto VEDES QUE SE VAI APROXIMANDO AQUELE DIA.

Atos 02:15 á 17: — Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E NOS ÚLTIMOS DIAS acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos.
2 Pedro 3:3 e 4 — [...] NOS ÚLTIMOS DIAS virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: “Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” 
7. OUTRAS DECLARAÇÕES QUE MOSTRAM A IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS:
João 5:25 : “Vem a hora, E AGORA É, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus.”
Romanos 16:20: E o Deus de paz esmagará EM BREVE Satanás debaixo dos vossos pés.Paulo até mesmo sugeriu que não se fizessem planos para o futuro:
1 Coríntios 7:29 á 31 — Isto, porém, vos digo, irmãos, que O TEMPO SE ABREVIA; pelo que, doravante, os que têm mulher sejam como se não a tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que folgam, como se não folgassem; os que compram, como se não possuíssem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem em absoluto, porque a aparência deste mundo passa.
Hebreus 10:37: — Pois ainda em BEM POUCO TEMPO, aquele que há de vir, virá, e NÃO TARDARÁ.
Tiago 5:7 e 8: — Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque A VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA.1 Pedro 4:7: — Mas já ESTÁ PRÓXIMO O FIM DE TODAS AS COISAS, por tanto sede sóbrios e vigiai em oração

O Apocalipse, por ser justamente uma profecia simbólica da volta triunfante de Jesus, abunda em avisos sobre sua iminência.

Apocalipse 1:1 — Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que BREVEMENTE devem acontecer;Apocalipse 1:3 — Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o TEMPO ESTÁ PRÓXIMO.
Apocalipse 3:11: “Venho SEM DEMORA“.
Apocalipse 22:12: “Eis que CEDO venho”.
Apocalipse 22:20 : Aquele que testifica essas coisas diz: “Certamente CEDO venho.”
Apocalipse 27:7 : “Eis que CEDO venho”.

Como podemos perceber, o texto realmente quis dar a entender que O SEU RETORNO ERA IMINENTE E ACONTECERIA AINDA NO TEMPO DE VIDA DE ALGUNS DOS SEUS DISCÍPULOS. Isso aconteceu?

Cristianismo é tão real quanto à lenda da Fada do Dente ou as fantasias mirabolantes de uma mente louca. Quer continuar esperando? Problema seu! Seu deus inventado não virá.

O que você prefere: Saber ou acreditar? Aqui tem uma pílula vermelha e uma azul.
Faça a sua escolha. (MATRIX)


O Messias de acordo com o Judaísmo


Quem é (ou quem deveria ser) o Messias segundo as escrituras? 

De onde surgiu essa crença e como entender o significado disso tudo?

Para início de conversa, vamos ao estudo etimológico e histórico da palavra “Messias”. Messias, do hebreu ח׳שמ, Mashíach ou HaMashiach (Ungido ou Consagrado) e se refere a como os antigos judeus se referiam aos seus reis. Podemos ter uma boa noção disso, lendo um trecho do livro de Samuel.     

I Samuel 10:1 Então tomou Samuel vaso de azeite, e o derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Te não tem ungido o SENHOR capitão sobre a sua herança.

WVIE ONYD JT-Z@ L@ENY GWIE JGYN-IK @ELD XN@IE EDWYIE EY@X-LR :CIBPL EZLGP-LR DEDI

Conforme vocês podem ler, Samuel faz a cerimônia de coroação do rei Saul, ungindo sua cabeça com azeite. Mas, não é só isso. O Mashiach, com o tempo, adquiriu outras importâncias, sendo um líder político e militar descendente do Rei David, que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

Os cristãos consideram que Jesus Cristo é o Messias, bem como o Filho de Deus e blábláblá, cujo conceito foi estipulado no Concílio de Niceia de 325 E.C. A palavra “Cristo” (em grego Χριστός, Christós, “O Ungido” ou “O Consagrado”) é uma tradução para o grego do termo hebraico “mashiach”.
No Tanach , no livro do profeta Daniel, a palavra específica Messias aparece apenas duas vezes falando de dois personagens diferentes: em Dn. 9:25-27, o primeiro, que viria após as sete semanas chamado de MASHIACH NAGID e o segundo, que viria após as sessenta e duas semanas, chamado simplesmente de MASHIACH que neste caso refere-se à um sumo sacerdote assassinado. Mas, importante: Observe que NÃO se trata d’O MASHIACH, mas sim, de [um] príncipe ungido e de outro ungido, uma vez que a simples ausência do artigo definido já deixa a palavra indefinida.


Vejamos as características que o Messias Judaico deve ter.
a) Descendente do Rei David através de Salomão

O Messias será um descendente biológico do Rei David através de seu filho Salomão que foi sucessor ao trono, o qual construiu o Templo Sagrado em Jerusalém.
I Reis 8:15 E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão o cumpriu, dizendo:
16. Desde o dia em que eu tirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar alguma casa para ali estabelecer o meu nome; porém escolhi a Davi, para que presidisse sobre o meu povo Israel.
17. Também Davi, meu pai, propusera em seu coração o edificar casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.
18. Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Porquanto propôs no teu coração o edificar casa ao meu nome bem fizeste em propor no teu coração.
19. Todavia tu não edificarás esta casa; porém teu filho, que sair de teus lombos, edificará esta casa ao meu nome.
20. Assim confirmou o SENHOR a sua palavra que falou; porque me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como tem falado o SENHOR; e edifiquei uma casa ao nome do SENHOR Deus de Israel.
Vejamos também em
I Crônicas 17: 11. E há de ser que, quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, suscitarei a tua descendência depois de ti, um dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino.
12. Este me edificará casa; e eu confirmarei o seu trono para sempre.
13. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e a minha benignidade não retirarei dele, como a tirei daquele, que foi antes de ti.
14. Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será firme para sempre.
15. Conforme todas estas palavras, e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
(veja mais em I Cron. 22:9-10 e 28:3-7).


b) Líder Espiritual e Político/Militar em Israel
O Messias terá um profundo conhecimento da Torah, será uma autoridade que influenciará todo Israel para seguir a palavra do Eterno, num ambiente criado por sua liderança espiritual. Também derrotará e conquistará os inimigos de Israel. Ele será um ser humano normal de carne e osso, habitante de um mundo cheio de exigências militares e alinhamentos políticos, terá que lidar com essas realidades e sairá vitorioso, sua liderança política será reconhecida em todo mundo. Daniel 7:14)
Isaiah 2:3 E virão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR.
Isaías 11:2 E repousará sobre ele o espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.
Daniel 7:14 E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem: o seu domínio [é] um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído.

Só tem um pequeno detalhe: Jesus, de Escrituras e briga de galo não entendia nada.

Diz os evangelhos que Jesus aos 12 anos discutia sobre a lei com os sacerdotes, pois ele era super conhecedor das leis da Toráh. Isso o qualifica pra ser messias, não é? ...NÃO!

Imaginem a cena:

Os fariseus, repreenderam Jesus porque ele e seus discípulos estavam fazendo coisas supostamente ilícitas no sábado. Daí Jesus “super ciente” das escrituras soltou a pérola:

Marcos 2:25-26 – Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não são lícitos comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?

Uma porrada e tanto nos caras, né? Humilhou geral, certo?... Errado de novo, vamos ver o acontecido...

1 Samuel 21:1 – Então, veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque; (
JLNIG@) Aimeleque, tremendo, saiu ao encontro de Davi e disse-lhe: Por que vens só, e ninguém, contigo?
2 – Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei deu-me uma ordem e me disse: Ninguém saiba por que te envio e de que te incumbo; quanto aos meus homens, combinei que me encontrassem em tal e tal lugar
3 – Agora, que tens à mão? Dá-me cinco pães ou o que se achar.
4 – Respondendo o sacerdote a Davi, disse-lhe: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os teus homens se abstiveram das mulheres.
5 –
E respondeu Davi ao sacerdote, e lhe disse: Sim, em boa fé, as mulheres se nos vedaram desde ontem: e, anteontem, quando eu saí, os vasos dos mancebos também eram santos: e em [alguma] maneira [é pão] comum, quanto mais que hoje se santificará [outro] nos vasos.
6 – Deu-lhe, pois, o sacerdote o pão sagrado, porquanto não havia ali outro, senão os pães da proposição, que se tirara de diante do SENHOR, quando trocados, no devido dia, por pão quente.

Conseguiram perceber o erro?
Primeiro, o sacerdote do texto de Davi é Aimaleque, mas Jesus citou Abiatar.

Segundo, Abiatar nunca ia ser Sumo Sacerdote porque ele foi expulso por Salomão, pois ajudou Adonias a Tentar usurpar o trono.
1 Reis 1
5 Então Adonias, filho de Hagite se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens, que corressem diante dele.
6 E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E [era] ele também mui formoso de parecer; e [Hagite] o tivera depois de Absalão.
7 E tinha inteligência com Joabe, filho de Zeruia, e com Abiatar o sacerdote; os quais [o] ajudavam, seguindo a Adonias.
18 E agora eis que Adonias reina: e agora, ó rei meu senhor, tu não [o] sabes.
19 E matou vacas, e [bestas] cevadas, e ovelhas em abundância, e convidou a todos os filhos do rei, e a Abiatar, o sacerdote, e a Joabe, general do exército, mas a teu servo Salomão não convidou.

Terceiro, no texto de Davi o sacerdote veio ao encontro dele, saindo do lugar onde estava e não que Davi entrou.

Então, meu amigo crente... se você acha que sou doido, louco, cego ou endemoniado, confira na sua própria bíblia antes de me difamar...

Mesmo que o Jesus histórico tenha existido (e não há provas a respeito), ele era um péssimo judeu, pois só falou besteira quando citou isso. Os fariseus eram homens doutos, cultos, profundos conhecedores das Escrituras. Tava na cara que nunca iriam acreditar na lengalenga de ser filho de Deus, idéia que nunca existiu no meio judaico... Estória pra grego ver.

Em Lucas, ele até tenta inventar uma profecia que não existe:

Lucas 24:46 - E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos.

Escrito ONDE? Hein? Quero saber quem foi o profeta do Tanach que teve esta vidência... não é a toa que o próprio Pedro estranhou essa ... e ainda escutou um sermão de Jesus...

c) Será casado e terá filhos – Embora não sejam declarados o casamento e os filhos como pré-requisitos para o Messias, há uma clara indicação de que o Príncipe que é o Rei Messias durante a era messiânica terá filhos (por matrimonio), onde receberão uma porção na herança.
Ezequiel 37
24 E meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor; e andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão.
25 E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
Ezequiel 46
16 Assim diz o Senhor: Quando o príncipe der um presente a algum de seus filhos, é sua herança, pertencerá a seus filhos: [será] possessão deles por herança.
17 Mas, dando ele um presente da sua herança a algum dos seus servos, será deste até ao ano da liberdade; então tornará para o príncipe, porque herança dele é; seus filhos, eles a herdarão.
18 E o príncipe, não tomará nada da herança do povo, não os esbulhará da sua possessão: da sua própria possessão, deixará herança a seus filhos, para que o meu povo não seja retirado, cada um da sua possessão.
Preciso falar? O pessoal de Constantino resolveu que Maria tinha que ser virgem e pronto.
Eu poderia continuar citando mais qualificações que o Messias deveria trazer. Bem, só as três aí em cima já detonam qualquer pretensão de que Jesus tenha sido o Mashiach.


Outros candidatos a Messias na mesma época de Jesus...

APOLÔNIO DE TIANA
Nascido na cidade de Tiana (da atual Turquia), dois séculos antes da era cristã - então integrante do Império romano - Apolônio foi educado na cidade vizinha de Tarso, na Cilícia, e no templo de Esculápio em Aegae, onde além da medicina se dedicou às doutrinas de Pitágoras, vindo a adotar o ascetismo como hábito de vida em seu sentido pleno.
A principal fonte sobre Apolônio (Já tem um estudo salvo neste computador sobre este sujeito) é a obra Vida de Apolônio, de Flávio Filóstrato, na qual alguns estudiosos identificam uma tentativa de construir uma figura rival à de Jesus Cristo. Apolônio também é citado nas obras A Vida de Pitágoras, de Porfírio, e A Vida Pitagórica, de Jâmblico. Acredita-se ainda que ele seja o personagem Apolo, citado na Bíblia em Atos dos Apóstolos e I Coríntios.
Atos 18:24-25 – Entrementes, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e muito versado nas Escrituras, chegou a Éfeso. Era instruído no caminho do Senhor, falava com fervor de espírito e ensinava com precisão a respeito de Jesus, embora conhecesse somente o batismo de João.

Bom, aqui já começam os problemas. O camarada nasceu no século II A.E.C. e é relatado nos Atos pregando sobre Jesus? Tem algo cheirando mal aqui. Será que atos dos apóstolos foi escrito na mesma geração de Paulo e de outros livros no novo testamento??

Típica forsação de barra para sustentar que Apolônio era seguidor de Jesus. Mais um exemplo? Ora, ele é descrito como tendo vindo de Alexandria, mas Alexandria ficava bem distante de Tiana. Oh, tudo bem que nosso amigo Alexandre Magno criou muitas cidades com o nome de Alexandria, mas os indícios é que a referida Alexandria era mesmo a que ficava localizada no Egito. Bem, vejamos o que o Coríntios diz:

1 Coríntios 3:4-6 - Quando, entre vós, um diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é isto modo de pensar totalmente humano? Pois que é Apolo? E que é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer.
Também nada muito esclarecedor. Ou seja, os crentes adoram dizer que ateus (na visão deles qualquer um que não siga a vertente deles é ateu, incluindo agnósticos, muçulmanos, judeus etc.) vivem usando texto fora de contexto sobre pretexto (oh, que frase inteligente. Bleargh!). Mas, também vivem forçando a barra para adequar outros escritos à sua própria visão.

“Você pode ter a opinião que quiser, desde que concorde comigo”

Diz-se que Apolônio era um bom orador, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno (o magistrado que atuava junto ao Senado Romano em defesa dos direitos e interesses da plebe), ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Curando doentes, fazendo milagres, ressuscitando mortos e pregando a não-violência Tá se lembrando de alguém? Exatamente! Agia que nem Buda…Ué, você imaginou alguém mais?

Há relatos que Apolônio ressuscitou a filha de um senador romano, oito dias depois que ela estava morta. Alguém aqui imagina como ela devia estar cheirosa? Pois é, né?
Apolônio foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”. E não, ele não era Chuck Norris.
Ele viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo “iniciado” (ui!) nas Ordens que encontrava (um cara muito metido). Da Grécia à Índia, absorveu o misticismo oriental de magos, brâmanes, sacerdotes e embusteiros em geral. Coisa muito comum naquela época e mais ainda nos dias de hoje.
Bem, durante esta viagem, e subseqüente retorno, ele atraiu um escriba e discípulo, Damis, que registrou os acontecimentos da vida do sujeito. Estas notas além de cobrirem a vida de Apolônio, compreendem acontecimentos relacionando a uma série de imperadores, já que (supostamente) viveu 100 anos. Eventualmente essas notas chegaram às mãos da imperatriz Julia Domna, esposa de Septímio Severo, que encarregou Filóstrato de usá-las para elaborar uma biografia do sábio.
Apolônio, segundo dizem, era um cara cheio de si. Pediu para ser iniciado numa ordem lá de maneira bem simplista:
“Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que eu. Apenas isto!”.

Como sempre, há pouca autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas “iniciáticas” possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. Fico imaginando porque nunca temos relatos seguros e isentos de e sobre todos esses profetas. Paixão por hermetismo ou fraude descarada? Você decide.


SIMÃO MAGUS
Simão Magus era outro bom candidato a Messias. Ele nasceu em Samária e viajou do Egito a Roma pregando as “boas novas”. Deviam ser numerosas, por sinal. Com tanta gente contando, elas ficariam velhas rapidinho. (tá, o trocadilho é infame, mas não abro mão dele)

O “Magus” do nome de nosso herói pode significar “mago” ou “sábio”, dependendo de qual contexto você quer usar. E ele se achou em disputa com J. Cristo Mega Star. Simão Magus costumava dizer: “Jesus é a personificação da Eternidade Sagrada. E eu a personificação do Espírito Sagrado”.

A humildade desses mashiach´s me comove profundamente…
Bom, pelo sim, pelo não, nosso glorioso Simão Copperfield, digo, Simão Magus andou incomodando a galera de Jay Cee. Ele é mencionado nos Atos dos Apóstolos:
Atos 8:9-13 – Ora, havia ali um homem, por nome Simão, que exercia magia na cidade, maravilhando o povo de Samaria, e fazia-se passar por um grande personagem. Todos lhe davam ouvidos, do menor até o maior, comentando: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande. Eles o atendiam, porque por muito tempo os havia deslumbrado com as suas artes mágicas (notem a mudança de tom). Mas, depois que acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o Reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres pediam o batismo. Simão também acreditou e foi batizado. Ele não abandonava Filipe, admirando, estupefato, os grandes milagres e prodígios que eram feitos.

Pelo texto, Simão M. passou a acreditar em Filipe e se tornou seu seguidor. E como a nossa querida e amada Bíblia é cheia de contradições, vejam uma coisinha:
É dito que certa vez, Simão Magus estava entre seus seguidores e observa Pedro pregando concedendo o Espírito Santo às pessoas. Eles ficam espantados vendo a posição das mãos ao “conceder” o Espírito Santo.

O Novo Testamento descreve a cena em Atos 8:17-21:
Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo. Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro respondeu: Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro! Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus.

Contraditório. Se ele passou a ser lambe-botas de Filipe, batizado inclusive, por que ele “compraria” a graça?

A melhor interpretação que se pode fazer, então, é que ele testou Pedro a mandar o Espírito de porco Santo. Mas, Pedro arregou. Qualquer semelhança com o Desafio de Randi é mera coincidência…

Nisso, Pedro denuncia Simão por querer comprar uma benção, e daí vem o termo “Simonia”. O pecado de tentar comprar bênçãos espirituais. Mas, isso é coisa do passado. Vocês nunca viram isso acontecer. (não é mesmo, Lutero?)
Agora a coisa começa a ficar interessante. Iniciou-se uma disputa de milagres. No canto vermelho: Pedrão, a Pedra! No canto azul: Simão, o Grande! Dom King esfregando as mãos e a galera animada com a porradaria. O ser humano não muda…
Bem, a briga foi intensamente relatada no livro apócrifo Atos de Pedro, escrito no século II E.C. Pelo livro, Simão e Pedro competem em disputas para saber quem faz mais milagres. E em todas elas, adivinhem, Pedro é sempre o vencedor. Imagino se eu for à sede do Vasco da Gama e na do Flamengo, perguntando qual é o clube de futebol mais querido, faço bem uma noção do que me responderiam.
Numa dessas disputas, Simão diz que se o Messias pode curar, ele também podia. E que ele seria levado ao paraíso. Com isso, ele começa a levitar. Atos de Pedro 3:32
Pedro ergue as mãos e chama Jesus para que venha humilhar seu adversário. Simão Magus cai e é zombado por todos. Muito conveniente né Pedrão?
Podemos intuir que os cristãos estavam bem incomodados com o sujeito, pela ampla anti-propaganda com o cara. Os especialistas afirmam isso com base numa premissa simples: você não combate aquilo que não lhe atrapalha. Simão devia ser uma pedra na sandália e tanto.

O mais inusitado, são as pregações de Simão Magus. Para ele há duas encarnações de Deus.
Segundo Irineu, o primeiro estudioso do cristianismo, ele teria dito que era o “Poder de Deus” (messias masculino), enquanto que o “Pensamento de Deus” (messias feminino) é uma mulher chamada Helena, encontrada numa casa de prostituição. Lembrou-se de alguém?
Claro, afinal isso representa a capacidade de arrependimento dos pecados e redenção. Nada de novo sob o Sol. Entretanto, isso vai de encontro com a única expressão de Deus sobre a Terra. Claro que os misóginos de plantão não aprovaram isso.
Os seguidores de Simão aumentam da Samaria até Roma. Ele mantém seguidores até o século IV E.C. na Síria, Egito e Roma. Imperador Romano Claudius ergueu uma estátua com a inscrição: Para Simão, o deus sagrado.
Isso até Constantino chegar e fazer com que as igrejas de Simão começassem a desaparecer.


Simão Bar-Kohba


Em 132 E.C., Entra em cena o judeu Simão Bar-Kohba. Muitos achavam que ele ocupa melhor o posto de Messias, já que ele também era descendente da família real de Davi, um líder carismático. Ele fala contra Roma, mas ele efetivamente luta contra Roma.

A coisa toda começa quando o imperador Adriano constrói um templo para Júpiter no lugar do grande templo de Jerusalém. Para os judeus isso foi uma blasfêmia e o estopim da guerra de Bar-Kohba, que dá ares de guerrilha em cerca de 125. Os homens de Bar-Kohba se escondiam em túneis onde armazenavam armas e provisões e atacavam os legionários repentinamente. Típico do Comando Delta.

Bom, o Rambo da Palestina consegue expulsar temporariamente os Romanos de lá, as pessoas passam a vê-lo com dons messiânicos. Simão passa a chamar-se Nasiy’ Yisra’el (Príncipe de Israel). As moedas cunhadas na época auferiram a Bar-Kohba o título de salvador e redentor. Afinal, o Mashiach seria um líder militar que libertaria Israel (conforme Isaías 2:4) e não apenas um carpinteiro jóquei de jegue
Os rebeldes ocupam Jerusalém e algumas fortalezas espalhadas pelo território judaico. Depois de muita luta um enviado especial de Adriano, Júlio Severo, consegue dominar a revolta, vendendo, em seguida, os rebeldes como escravos. É o ano 135 d.C.
Após isso, as legiões romanas se espalham por todo o mundo conhecido. Com isso, há uma mescla das crenças dos soldados com as crenças de cada lugar pelo qual eles passam. Assim, surge um deus cultuado pelos soldados: -
à
-àMitra.
Segundo as lendas, Mitra nasceu de uma virgem em 25 de dezembro. Dividiu uma última refeição antes de ser chamado ao paraíso e voltou a terra como filho de Deus. Em cerca de 200 E.C., o mitraísmo começa a superar, em número de seguidores, o Cristianismo. Mesmo porque, era muito popular entre os soldados romanos, bem como os oficiais. Escavações acharam muitos tempos em honra do deus Mitra pelo Império Romano.

Os iniciados ao culto participam de uma refeição sacramental, composta de pão e vinho, para invocar o sangue e o corpo sacrifical de Mitra e do touro que ele matou, conforme as lendas. Talvez o problema principal do mitraísmo tenha sido por ser uma seita secreta, composta apenas por homens.
Entretanto, na mesma época havia um culto a uma deusa-mãe, conhecida por Rainha dos Céus (em latim, Regina Coelli), cuja imagem retratava uma mulher com um bebê-deus no colo. Seu nome? Isis (mãe de Hórus). Um culto que Roma absorveu dos egípcios.
Ela era reverenciada em grandes procissões e os sacerdotes e sacerdotisas (diferente do mitraísmo, era uma religião inclusiva a ambos os sexos) usavam roupas de linho branco, simbolizando sua pureza.

O problema principal era que as devotas a Ísis dedicava certas épocas do ano em sua honra, ou seja, elas guardavam-se em castidade e nada de sexo. Claro que os marmanjos não gostaram nem um pouco.

A partir do ano 500 d.C., o culto em louvor a Ísis passa a ser banido, e os templos são convertidos em igrejas que cultuam a Virgem Maria (a partir do Concílio de Éfeso, a maternidade divina de Maria é doutrina constante e unânime na Igreja). E no ano 350 E.C., um escritor cristão relata a discussão entre duas pessoas. Uma delas era seguidor de João Batista, e este diz: “João é o Cristo e não Jesus” - Reconhecimentos de Clemente cap.1:60

João Batista

Os seguidores de João Batista, no séc. 2, vão parar no norte do Iraque. São conhecidos como Mandeus. Eles não aceitam Jesus, mas sim João Batista como Messias.
Assim, como podemos ver, há uma confusão na determinação de quem deve ser o messias. Constantino, que de bobo não tinha nada, aproveitou e fez um milk-shake com o compacto dos melhores momentos desses personagens e declarou Jesus Cristo como sendo “Pop Star ”. Ele adapta um monte de crendices, estórias e mitos e constrói o seu próprio herói. Nada a ver com as profecias ditadas no Velho Testamento. Por isso, os judeus ainda aguardam aquele que vai libertá-los.

O que as pessoas crêem? Pouco importa. A verdade é uma só. Os fatos acima descritos têm mais embasamento histórico que mortos dançando Thriller pela cidade, pães aparecendo do nada etc.
Outros fizeram milagres? Também nada pode ser provado. Não passam de lendas.

O Cristianismo? Mais uma delas.


O Calendário Judaico

Classificação dos Calendários
Em sentido amplo, todo calendário é astronômico, variando apenas seu grau de exatidão matemática. Classificam-se eles em solares, lunares, e lunissolares.

O calendário cristão é solar - baseado no movimento da Terra em torno do Sol - os meses nele inseridos, não têm conexão com o movimento da Lua.

O calendário Islâmico é lunar - baseado no movimento da Lua, ou seja, o ano não tem conexão com o movimento da Terra em torno do Sol.

O calendário judaico tem sua origem ao mesmo tempo lunar e solar. De fato, o ano é solar e os meses são lunares – os anos estão relacionados com o movimento da Terra em torno do sol e os meses com o movimento da Lua em torno da Terra. Portanto, o calendário judaico, que é o calendário bíblico, é um calendário misto - lunar e solar (lunissolar). O calendário lunissolar busca fazer concordar o ano lunar com o solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. O início de cada mês é determinado em função do advento da Lua Nova.

Outra característica muito interessante deste calendário, é que a entrada das estações do ano é efetuada em datas fixas em função das festas descritas na Bíblia Sagrada. As festas são estatutos perpétuos, com datas fixas, celebradas todos os anos na mesma estação, guardando assim, um vínculo com o ciclo da natureza e a Palavra de Elohim.

Dia e noite: No calendário lunissolar (bíblico) o dia tem início com o pôr-do-sol. Encontramos a razão para esta determinação no Livro de Gênesis 1:5: “E chamou Elohim à luz Dia, e à escuridão chamou Noite; e foi tarde e foi manhã, dia um” - por esta razão, os dias bíblicos começam ao anoitecer (pôr do sol) e terminam no dia seguinte ao anoitecer.


17 de dez de 2013

Bar-Mitzvá


Bar-Mitzvá
O jovem judeu ao atingir a idade de 13 anos, contados pelo calendário hebraico, converte-se em Bar-Mitzvá. Pela tradução literal "sujeito ao mandamento", isto é, deve participar e praticar todos os 613 mandamentos divinos, sendo ele mesmo responsável por todos os seus atos. Até o momento de tornar-se Bar Mitzvá cabe ao pai ou tutor toda a responsabilidade dos atos bons ou maus praticados pelo seu filho. A partir deste momento a responsabilidade é exclusivamente do jovem que agora passa a integrar a comunidade como um adulto, no sentido do cumprimento das Mitzvot (Mandamentos).

Esses 613 mandamentos fundamentais representam a estrutura de toda a moral judaica. Estabelece normas de conduta em todos os momentos da vida do homem, quer nas suas relações com os seus semelhantes, quer nas suas relações com o Todo-Poderoso. Ao lado desta responsabilidade moral, adquire o Bar Mitzvá o privilégio do Minyan. O jovem passa a ser um membro do grupo de dez homens, número este que a lei judaica exige como mínimo para a realização de qualquer ato religioso de caráter público.

O costume do Bar Mitzvá data do século XVI. A Torá não o menciona. O Talmud apenas faz alusão ao fato de os jovens, a partir dos treze anos, começarem a transformar-se em homens adultos, não estabelecendo, porém, normas nem a idade exata para o acontecimento. A primeira referência escrita sobre a sua celebração encontra-se no Código Religioso de Ética, Moral e Conduta Humanas chamado Shulchan Aruch, compilado em meados do séc. XVI, por Yosef Karo.

Durante os meses que antecedem essa data importante, o jovem aprende as noções fundamentais da história e das tradições judaicas, as orações e costumes do povo, estudando os princípios que regem a fé judaica. No dia a cerimônia, o jovem coloca os Tefilin e recita um trecho da Torá, com a melodia tradicional apropriada. A cerimônia religiosa é seguida de uma reunião festiva que é oferecida pela família do Bar Mitzvá aos parentes e amigos. 


7 de jul de 2012

Laico e Religioso

Bela publicação da revista VEJA de 19 de Outubro de 2011 Pág. 154, de autoria do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, sobre como nosso país é "Laico"  com predominância Católica/Cristã vale a pena conferir, parabéns ao autor.

Roberto Pompeu de Toledo“Afirma o preâmbulo da Constituição que ela é promulgada “sob a proteção de Deus”. É evidência da laicidade impregnada de religião – tão ambígua, tão cordial, tão malemolente, tão brasileira”

Cada feriado religioso, como o de Nossa Senhora Aparecida, ocorrido na semana passada, põe em xeque o caráter laico do Estado brasileiro. Fica claro que não é tão laico assim. Urge matizar o suposto laicismo. Seguem-se quatro alternativas:

1) O Estado brasileiro é uma entidade laica que tem o catolicismo como religião oficial.

2) O Estado brasileiro é uma entidade laica que tem o catolicismo (por enquanto) como religião oficial.

3) O estado brasileiro é uma entidade laica imbuída da missão de prestigiar, sustentar e enriquecer as religiões.

4) O Estado brasileiro é uma entidade laica constituída sob a proteção de Deus.
Se o/a leitor/a escolheu uma delas, errou. Todas estão certas, como se passará a demonstrar.

Alternativa 1
A Constituição assegura a liberdade de consciência e de crença (art. 5º, VI), donde decorre que o Estado se manterá neutro diante das várias religiões. É a boa doutrina, parte inseparável do triunfo das liberdades e dos direitos humanos sobre o caráter teocrático das antigas monarquias ou de certos estados contemporâneos.
No entanto, só a religião católica mantém sobre o calendário do país controle suficiente para impor feriados nacionais. Judeus, muçulmanos, budistas, umbandistas e outras minorias carecem de tal poder.
Os evangélicos, a quem já não é lá tão própria a qualificação de “minoria”, ou bem têm de escolher um fim de semana ou bem pegar carona num feriado católico (como o de Corpus Christi) para realizar suas maciças “marchas para Jesus”.
Outro sintoma da predominância católica é a presença de símbolos dessa religião em recintos públicos, a começar pelos mais importantes deles, os plenários da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, todos eles decorados com crucifixos na mais vistosa das respectivas paredes.
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Plenário do STF: o crucifixo católico na mais vistosa parede (Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF)

Alternativa 2
O poder do catolicismo já foi muito maior, no entanto. Havia mais feriados em reverência a seus dias santos. E, até as décadas de 50 ou 60, seus representantes eram figuras inevitáveis nas cerimônias públicas.
“Estiveram presentes autoridades civis, militares e eclesiásticas”, informava a imprensa, ao noticiar um desfile de 7 de setembro, uma recepção a visitante estrangeiro, uma posse de presidente, governador ou prefeito.
Uma inauguração não estaria completa sem a bênção do recinto por parte do padre ou do bispo.
Ao recuo católico, nas décadas que se seguiram, corresponde o avanço dos evangélicos. Hoje eles são namorados por políticos, contam com nutridas bancadas no Congresso e nas assembleias e, talvez mais importante do que tudo, dominam como nenhuma outra instituição a arte de ocupar espaços na TV.
Pode não estar longe o dia em que desbancarão os católicos, ou se equipararão a eles, como sócios preferenciais do Estado “laico”.


Alternativa 3
O artigo 19 da Constituição veda à União, Estados e municípios “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
O artigo é em geral considerado como indicação maior do desejável distanciamento entre o Estado e as religiões.
O Estado garante-lhes o funcionamento, mas não se envolve com elas.
Eis no entanto que o Estado faculta o ensino religioso nas escolas públicas (art. 210), reconhece efeitos civis no casamento religioso (art. 226) e, na contramão da proibição de subvenções, estabelece que recursos públicos podem ser direcionados para escolas confessionais (art. 213) e, sobretudo, concede isenção de impostos a “templos de qualquer culto”.


Alternativa 4
Afirma o preâmbulo da Constituição que os “representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte”, etc., etc., a promulgam “sob a proteção de Deus”.
Ponto a favor da neutralidade é que não se especifica se o Deus em questão é o dos cristãos, o dos judeus ou o dos muçulmanos.
Primeiro ponto contra é que, se é um só o “Deus” mencionado, ficam de fora as religiões politeístas – das africanas, afro-brasileiras e indígenas ao budismo, ao taoismo e ao hinduísmo.
Segundo ponto contra é a discriminação dos ateus e agnósticos.
Mas o principal não é isso. O principal é a evidência, logo de saída, no texto constitucional, da laicidade impregnada de religião – tão ambígua, tão cordial, tão malemolente, tão brasileira.

25 de mai de 2012

Dízimo: Benção ou obrigação?

O Dízimo é a décima parte de alguma coisa?

Dados Bíblicos:
Dizimar as posses é um costume muito antigo, existindo desde os dias dos grandes patriarcas. Abraão deu a Melquisedeque o “dízimo de tudo” (Gen 14:20), e Jacó fez um voto que se ele retornasse em segurança para a casa do seu pai, ele reconheceria o Eterno como seu D-us e lhe daria um décimo de tudo o que ele viesse a possuir (Gen 28:20-22). Mais tarde, a Lei de Moisés tornou o dízimo um mandamento entre os israelitas¹. O dízimo, seja do fruto da terra ou do fruto da árvore pertencia ao S-nhor e portanto era considerado sagrado, podendo ainda assim ser redimido, acrescentando-se um quinto. O dízimo do gado contudo, não podia ser redimido, e se um animal fosse trocado por outro, ambos eram considerados santos ao S-nhor. O método de dizimar o gado é determinado pela Torá: os animais eram contados um a um e cada décimo animal que passasse debaixo da vara era separado como o dízimo (Lev. 27:30-33).

No livro de Números 28:21-26, encontramos um mandamento dizendo que “todos os dízimos de Israel” devem ser dados aos levitas, “como herança”, visto não terem eles parte na distribuição das terras; assim sendo, os dízimos eram a principal fonte de seu sustento. Por outro lado, até mesmo os levitas eram obrigados a dar o dízimo do que recebiam dos filhos de Israel aos sacerdotes. Deut 14:22-29 nos apresenta o mandamento acerca do dízimo anual do aumento da colheita do campo. Diferente do dízimo convencional, este tipo de “dízimo” deveria ser comido³ “diante do S-nhor” (v. 23), na cidade em que Ele elegeu para estabelecer o Seu templo. Mas, se o dizimista morasse numa cidade muito distante, o que impossibilitasse o transporte de todos os seus dízimos, ele podia convertê-los em dinheiro e gastá-lo na cidade com comidas e bebidas (“o que quer que tua alma deseje”, cf. v. 26). A cada três anos, esses dízimos não deveriam ser levados a Jerusalém, mas sim, estocados em casa (“dentro de teus portões”), e dele, “o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva” do local deveriam comer e se fartar (v. 29). Conclui-se então que sendo o sétimo ano o chamado “ano sabático” (quando dizimar era proibido, conf. Ex. 23:10-11), os dízimos do primeiro, do segundo, do quarto e do quinto ano de um ciclo de sete anos, deveriam ser levados ao Templo e ali consumidos pelo proprietário da terra e sua família, enquanto que os dízimos do terceiro e do sexto ano deveriam ser estocados em casa sendo doados para os pobres, estrangeiros, órfãos e viúvas7.

O terceiro ano era chamado o ano dos dízimos e após a distribuição dos dízimos entre os levitas e os outros, os proprietários de terras deveriam anunciar solenemente perante o S-nhor que ele tinha observado todas as leis concernentes aos dízimos concluindo tal declaração com uma oração pedindo a bênção de D-us (Deut 26:12-15). O enlutado não podia comer dos dízimos, nem manuseá-los estando em impureza; os dízimos não podiam ser dados ou consagrados aos mortos.

Uma outra forma de “dízimo” foi imposta aos israelitas quando pediram por um rei (I Sam 8:15-17). Quando os israelitas posteriormente caíram em idolatria, eles continuaram a trazer seus dízimos ao templo dos seus ídolos; mas eles parecem ter adotado outro sistema de devolução (Amós 4:4). O rei Ezequias impôs novamente o dízimo sobre os seus súditos e o povo de Judá trouxe-o em grande quantidade, aparentemente para o uso dos levitas. A quantidade trazida foi tamanha que o rei ordenou a construção de grandes câmaras no Templo para o armazenamento dos dízimos (II Cro 31:6-12). O mesmo foi feito mais tarde por Neemias (Nee 10:39, 13:12).

Na Literatura Rabínica

De acordo com os rabinos e mestres, os dados dos livros de Números e Deuteronômio sobre os dízimos se completam; Há de acordo com a interpretação judaica três tipos de dízimos:
(1) Aquele dado aos levitas como anunciado em Num. 18:21, recebendo o nome de ma’aser rishon, o primeiro dízimo.
(2) O dízimo que deveria ser levado a Jerusalém e ali consumido pelo dizimista e sua família, o qual recebe o nome de ma’aser sheni, ou o segundo dizimo – sendo esse retirado à partir do que sobrou do primeiro dízimo, e
(3) O dízimo dado ao pobre (ma’aser ‘ani). Portanto, dois dízimos deveriam ser retirados a cada ano: Os números 1 e 2, no primeiro, segundo, quarto e quinto ano. Os números 1 e 3, no terceiro e no sexto ano.

O Ano do Dízimo

A Lei judaica infere de Deut. 14:22 que cada dízimo deveria ser retirado separadamente da produção total de cada ano, fosse de cereais, de gado ou de qualquer outro item sujeito à lei do dízimo (Sifre Devarim 105; Terumá 1:5). A Lei judaica também fixou um dia particular para o início da contagem do ano do dízimo. O primeiro dia de Elul de acordo com Rabi Meir, ou o primeiro de Tishri de acordo com o Rabi Eleazar e Rabi Shimon, é o “ano novo” para o dízimo do gado.

O primeiro de Tishri, para o produto da terra; o primeiro de Shevat de acordo com a escola de Shammai, ou o décimo quinto de Shevat de acordo com a escola de Hillel, para o fruto das árvores.

A retirada dos dízimos para o consumo dos pobres e a recitação da confissão (cf. Deut 26:12) deve ocorrer na véspera da Pessach do quarto e do sétimo ano de cada siclo de sete anos. Embora somente a retirada dos dízimos do pobre seja mencionada, a Lei judaica infere que os outros dois dízimos devem ser retirados ao mesmo tempo (Sifre Devarim 109). Baseados no que diz a Torá sobre o tema, os rabinos fixaram as seguintes regras pelas quais pode-se distinguir produtos que devem ser dizimados: (1) o item deve ser comestível ² ; (2) deve ser propriedade de um indivíduo; (3) ou produto do solo. Os frutos da terra ou da árvore devem estar maduros o suficiente para que sejam comidos. Quando alguém come fruto verde não dizimado, não se torna transgressor da Lei (Ma’aserot 1:1). Como percebemos pelas Escrituras, a prática do dízimo deve ser aplicada apenas à Terra de Israel.

A Dignidade do Dízimo

Os rabinos enfatizam várias vezes a importância dos dízimos. Dizimar é uma das três coisas por cujos méritos o mundo foi criado (Bereshit Rabbá 1,6), e por cujas virtudes, os israelitas obtém de D-us aquilo que desejam (Pesikta 11.96b; Tanhumá Reeh). É também por meio dos dízimos que os israelitas escapam das punições que os ímpios sofrem da parte de D-us (Pesikta 11.97b-98ª; Midrash Mishle 31). Os patriarcas observavam a lei do dízimo, pelo que notamos à partir do relato da Pesikta Rabbá 25, e Pesikta 11.98ª/Bereshit Rabbá 44:6/Bemidbar Rabbá 12:13 e Pirke DeRabi Eliezer 27 e 28. Aquele que come do fruto maduro da árvore sem que tenha sido retirado dela o dízimo correspondente, incorre em transgressão, é como se estivesse comendo algo impuro, e Rabi Yehuda HaNassi é da opinião que aquele que come do fruto da terra sem que tenha-lhe sido retirado o dízimo é chayav mitá (i.e., digno de morte), cf. Pesikta 11:99a/b. Sabemos que D-us é quem “encerra o vento em seus punhos e que retém as águas em seu manto” (cf. Prov 30:4) – e numa das alusões rabínicas quanto aos dízimos, esse verso é citado como evidência de que quando a vontade divina não é feita (em especial quanto aos dízimos), Ele encerra os ventos e retém a chuva; em suma, a terra sofre as conseqüências da desobediência do povo, resultando em seca e escassez de alimentos (Yalkut Mishle 962); Outra passagem do Midrash afirma que o não cumprimento da lei dos dízimos pode trazer todo tipo de calamidades naturais (Midrash Tehilim, sobre Salmo 18). O dízimo dado ao pobre deu origem ao costume de dizimar os ganhos e a renda particular, com o objetivo de distribuir entre os necessitados a soma apropriada. Infere-se isso de Sifre (Deut 14:22) citado na Tosefta Taanit 9a sendo considerado como obrigação imposta pela Lei mosaica (Turei Zahav para Shulchan Aruch Yoreh Deá 249,1). Joel Sirkes em sua obra Bait Hadash sobre Shuchan Aruch, afirma que dizimar as posses e ganhos é simplesmente um costume e não uma obrigação quer pela Lei mosaica ou pela lei rabínica. Esses “dízimos” dos ganhos como um todo devem ser dados ao pobre e nenhuma parte do mesmo deve ser destinado a nenhum outro fim religioso (conforme estipula o Código da Lei Judaica, o Shulchan Aruch)8.

Conclusões:

os números correspondem às passagens em destaque amarelo no texto)

1) O dízimo é da Lei judaica e não diz respeito a outras religiões.

2) O dízimo deve ser retirado apenas de itens comestíveis, e não de dinheiro. Em lugar algum das Escrituras encontramos alguém dizimando dinheiro.
3) O dizimo deveria ser “comido” (Deut 14:23). Alguém come dinheiro?

4) O dízimo do campo só poderia ser convertido em dinheiro quando a distância impedisse o transporte dos grãos, dos frutos da terra e dos animais dizimados.

5) O dízimo era anual e não mensal. Os pastores recebem salários (cuja fonte é o dízimo) mensal ou anualmente?

6) Era proibido semear e colher no ano sabático – e por extensão, era proibido ou impossível dizimar nesse ano. Por acaso os pastores não recebem dízimos no sétimo ano?

7) Biblicamente, os pobres, órfãos e viúvas comiam dos dízimos. É isso o que se faz nas igrejas ou apenas os líderes servem-se dos recursos?

8) A Lei judaica tradicionalmente admite a possibilidade de se dizimar o dinheiro ou o salário de alguém; entretanto, esse “dízimo” era dado aos pobres e não aos sacerdotes ou levitas. É isso que ocorre nas igrejas quando dizima-se o salário dos fiéis?

9) A Lei do dízimo, assim como outras leis acessórias relativas à terra e ao seu cultivo, foi dada para ser cumprida apenas na Terra Prometida, em Israel (Deut 11:31-32)– pois ainda de que o mandamento tenha sido prescrito no Sinai durante a peregrinação de quarenta anos, sabemos que ninguém plantou no deserto durante a jornada para que pudessem dizimar (comia-se o maná). Dizimar fora de Israel é uma prática contrária à Torá, a não ser que o “dízimo” em questão seja dado aos pobres apenas, sendo retirado não do fruto da terra e do gado, mas sim, dos ganhos pessoais. Por que os pastores ordenam que seus seguidores paguem o dizimo estando eles fora da terra de Israel, não sendo eles judeus, não estando “debaixo da Lei” e ainda insistem para que o pagamento seja feito em dinheiro? São tais práticas conforme as Escrituras ou totalmente contrárias a elas? Este trabalho foi traduzido parcialmente da Enciclopédia Judaica, versão online do site: www.jewishencyclopedia.com . Além dessa obra, foram usados pelo autor argumentos elaborados pelo Prof. Uri Yosef, Doutor em Religião e Mestre em línguas semitas pela Universidade Hebraica de Jerusalém. O Prof. Yosef é autor de diversos estudos que podem ser encontrados no site: www.messiahtruth.com Autor: João Maria Alves Correia